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20 de agosto de 2011

Árbitro de futebol tem maiores chances de sofrer ataque cardíaco do que Jogador!


Rodrigo Pereira

Jogador (regra 03) de clube profissional de ponta tem nutricionista, fisiologista, fisioterapeuta, preparador físico, podólogo, médico, psicólogo, hospital especializados à disposição, além da torcida ao seu favor e salário que pode ultrapassar uma centena de milhares de reais.
Árbitro (regra 05) em jogo envolvendo os principais clubes não tem nada disso, conta só com apoio da sua maior entidade, sua família, sofre com desconfiança dos torcedores e dos dirigentes.

O árbitro de futebol é tão exigido no solo sagrado (campo de jogo – regra 01) quanto os jogadores que atuam nas laterais e de meio campo, os que mais correm durante os 90 minutos. A diferença é a vida “útil” de cada um. É exatamente isso que deveria deixar os homens do apito em alerta.
“As doenças coronárias costumam atingir pessoas acima dos 35 anos. Não podemos esquecer que os árbitros se aposentam mais tarde que os atletas”, lembrou o cardiologista Marcelo Ferreira, do Núcleo de Saúde no Esporte da Faculdade de Medicina do ABC, aprovado pelo trabalho “Risco de doença cardiovascular em árbitros de futebol de campo”.
Se pegarmos as estatísticas, porém, o relato de jogadores que morrem por causas cardíacas é superior. “É uma questão de quantidade. Quantos clubes estão inscritos nos campeonatos e qual o número de árbitros?”, questionou.
Segundo o médico, um árbitro corre de nove a treze km por partida, sendo que 60% da distância dependem do fôlego. Aí entra outro risco que é o mesmo de um jogador. Se estudos comprovam que o esporte dá mais tempo de vida para o ser humano, fazer uma atividade física é mais perigoso do que ser sedentário.
“Uma pessoa que pratica esporte tem 2,8 vezes mais chances de ter morte súbita (que acontece durante ou imediatamente depois da prática)”, alerta Dr. Marcelo Ferreira.
E como evitar isso? “A melhor prevenção é a avaliação pré-participativa, onde o paciente deve responder um questionário e fazer os exames de rotina”, explica o doutor, que recentemente atendeu o árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho (FIFA/SP) e a árbitra assistente (regra 06) Maria Eliza Correa Barbosa (FIFA/SP). O estudo de Dr. Marcelo Ferreira virou referência na área e parou nas mãos da FIFA e da CBF, já que foi considerado inovador.

Por Adalp.
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"Arbitrar bem é sentir o jogo para possibilitar seu desenvolvimento natural, somente interferindo para o cumprimento das regras e, especialmente, de seu espírito."

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