27 de abril de 2010
| Mario, Geremias, Milton, Paulo |
E, o que é mais difícil na vida de um árbitro?
É a vida da pessoa que é o árbitro.
Até começar o jogo, passámos uma semana de trabalho, treinos semanais, recebemos a nomeação do jogo, comunicamos com os colegas de equipe, discutimos com a nossa família ( Nunca estamos livres ao fim de semana de jogo ), tentamos descansar no final de cada dia de trabalho para que no fim de semana de jogos possamos estar em perfeitas condições.
Arrumámos a mala de equipamentos comunicamos ao patrão que vamos precisar sair mais cedo ou faltar nesse dia porque vamos ter que fazer uma viagem para um campo distante para arbitrar um jogo, preparámos o carro para a viagem, evitamos sair com os amigos e passar dos limites ( Beber demais, dançar até amanhecer ) reunimos com os colegas às 7 da manhã para estar no campo mais do que uma hora antes da partida, resolvemos o imprevisto da falta de um assistente ou algo assim, fazemos refeições adequadas, olhamos para o mapa inúmeras vezes para tentar encontrar o caminho, encontramos o campo e vamos para o vestiario dos árbitros (vestiarios que muitas vezes são muito pequenos e mal cuidados ) enfrentamos alguns percalços (Falta de água quente, principalmente quando estamos em pleno Inverno ).
Antes de começar o jogo, verificamos tudo: relógio, apito, moeda, cartões, caneta, bloco de notas, bola, bandeiras, damos a ultima olhada no espelho para conferir o visual, respiramos fundo e saimos do vestiario.
Entramos em campo e vomos logo fazer a identificação dos jogadores, sorteio e saudação.
Com uma rapida troca de olhares entre os árbitros, cronómetro a postos… e começa o jogo!
Até aqui parece ser uma vida fácil?
Depois digam que não é normal um árbitro falhar durante um jogo.
Pudera, somos pessoas como as outras, e se os jogadores, alguns até muito bem remunerados, falham, porque é que nós árbitros temos de ser perfeitos para todos?
Bons jogos para todos...
